SNAP O JOGO DA SEXUALIDADE
A primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente. Mas na realidade elas são um código de um jogo chamado SNAP para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao ato sexual completo. 'Snap' é uma palavra inglesa que significa quebrar, partir, rebentar, etc.. Note-se que não se trata de nenhum tipo de violência, mas de uma atividade pacífica que é aceita por ambas as partes.As pulseiras podem facilmente confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares de jovens e adolescentes em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custam apenas uns centavos em qualquer banca de esquina.
Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo.
código das cores:
Amarela - abraço
Rosa - mostrar o peito
Laranja - dentadinha de amor
Roxa - serve para identificar lésbicas.
Vermelha - lap dance (de dança erótica)
Verde - sexo oral a ser praticado pelo rapaz
Branca - a menina escolhe o que lhe apetecer
Azul - sexo oral a ser praticado pela menina
Preta – menina faz sexo na posição papai – mamãe com quem arrebentou a pulseira independentemente da vontade
Cinza- Não quero sexo
Dourada – Fazer tudo que as outras cores pedem
Símbolo de respeito
Como quase em tudo nestas idades, existe um estigma por detrás das pulseiras: quem não as usar é excluído e quem usar as cores preto e dourado é mais respeitado. “No meu grupo da escola, a líder – que serve de exemplo para todos – só usa pulseiras pretas e douradas. Todos os rapazes da minha turma usam pretas e se uma rapariga também usa, eles gostam todos dela”, conta a criança de 12 anos.
Tipo de jogo não é recente
Na história recente temos diversos casos semelhantes de “organização sexual”. Nos anos 70 a comunidade gay de Nova York criou um código denominado hunk code, ou ainda bandana code. Consistia em usar no bolso de trás da calça lenços de cores variadas. Cada cor determinava uma ação sexual.
Nos anos 90 eram muito populares aqui no Brasil as festas da porca e do parafuso. Na entrada da festa, os rapazes ganhavam um parafuso e as moças uma porca. Em determinado momento da festa, começava a procura de quem estava com a peça correspondente. Quando o parafuso encaixava na porca, formava-se um casal. Se esses decidissem, ficariam juntos aquela noite.
Esses dois exemplos que citei, geralmente aconteciam entre pessoas maiores de idade, em bares e boates. Hoje este tipo de jogo está se estendendo para a escola e para o cotidiano de crianças e adolescentes.
Muitos adolescentes contestam a versão de que o jogo Snap seja voltado para o sexo, e dizem que a pessoa só faz o que quiser. Ao mesmo tempo, outros adolescentes colocam que é sim um jogo sexual, que a prática de sexo é o ponto central.
Como era de se esperar, pais e professores ficaram espantados com esse comportamento. Imaginar que até crianças estão usando as tais pulseiras, deixaria qualquer pai e mãe aflitos. Alguns colégios aqui de Curitiba já proibiram sumariamente o uso das pulseiras dentro do ambiente escolar. Em outros, a posição é de que o uso das pulseiras pode acarretar em situações embaraçosas e de risco, e alertam os pais sobre isso. O risco estaria fora do ambiente escolar, pois outro grupo que poderia usar o jogo e levar a criança ou adolescente a uma situação de perigo. Dentro da escola não seria o problema, mas sim fora dela.
A meu ver, as escolas estão tomando medidas pontuais, sendo que a verdadeira atitude deveria ser tomada em casa. O debate está lançado, muitos filhos terão que dar explicações nos próximos dias. Assim como muitos colégios terão que pensar em quais medidas tomar.
Aos pais que não estão sabendo o que fazer, recomenda-se cautela. Primeiramente tenha uma boa conversa com o seu filho, isso pode ajudar bastante. Lembrando-se de tentar manter sempre o mesmo tom, sem se exaltar e nem partir para atitudes mais impulsivas. Procure ouvir o seu filho, tente descobrir como é que o grupo dele está usando as pulseiras. É claro que você pai, e você mãe estão preocupados com a situação. Com receio de que seu filho esteja praticando sexo a partir de um jogo de adolescentes.
Se no seu entendimento o seu filho deve parar de usar as pulseiras, faça isso. Porém, esteja ciente que a maneira pela qual for tratado o assunto, o seu filho pode se interessar ainda mais. Há aquele velho ditado “Tudo que é proibido é melhor”. Você mais do que ninguém conhece o seu filho, sabe como foi a criação e saberá por onde ir. Lembre-se apenas que a repressão cega e sem justificativas pode atiçar ainda mais a curiosidade.
Acredito que toda essa polêmica é reflexo do nosso estado atual de coisas. A geração de que hoje está com 10 a 18 anos, está sem referências. Estão completamente perdidos. Esse tipo de jogo é uma tentativa de reforçar a identidade grupal e individual. Outra questão bastante importante que essa polêmica me remete, é a da banalização do sexo
Diálogo antes de proibição
A psicóloga Fernanda Gorosito, da clínica Criança em Foco, diz que os pais não devem agir de forma apressada se perceberem que seus filhos compraram ou ganharam as pulseiras. “A proibição vai causar maior curiosidade. Para as crianças, não passa de uma brincadeira, elas não entendem a conotação do ato. Os pais precisam conversar para explicar que isso pode ser um ato de desrespeito com o próprio corpo”, diz a psicóloga. Ela explica que a partir dos 8 anos as crianças começam a diferenciar o masculino do feminino e a mostrar sentimento pelos colegas. Por isso alguns chamam um amigo de namorado, ou namorada, sem sequer trocar um beijo. “O namoro nessa idade consiste em tomar o lanche juntos, por exemplo. Eles estão desenvolvendo o gostar, o diferenciar os sexos. Mas ainda não têm noção do que é desejo sexual, o que vão desenvolver somente na adolescência”, diz a psicóloga. Ela reafirma, no entanto, que mesmo para adolescentes essa orientação sobre respeito ao corpo deve partir dos pais, que com calma precisam estabelecer os limites, determinado com diálogo.
Fonte : recebi de amigos psicologos por email.
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